
Por Andrelon Brito em 25 de janeiro de 2026
Durante anos, nos disseram que dominar a inteligência artificial era escrever prompts melhores: Context Engineering
Mais detalhes, Regras e Mais frases “certinhas”.
Mas, mesmo assim, enquanto grande parte das pessoas ainda luta com palavras, a IA, por sua vez, já avançou para algo muito maior.
Contexto.
Não é que o Prompt Engineering tenha deixado de existir.
Ele só deixou de ser o diferencial.
O mito do Prompt Engineering
O Prompt Engineering surgiu como uma habilidade essencial à medida que as IAs generativas começaram a se popularizar.
Naquele momento, saber exatamente como perguntar fazia toda a diferença.
No entanto, apesar disso, existe um limite claro nessa abordagem.
O limite dos prompts bem escritos
Você pode escrever o melhor prompt do mundo.
Ainda assim, se a IA não tem memória, não conhece seu objetivo, não entende quem você é e, além disso, não tem acesso a dados relevantes, a resposta continuará superficial.
Afinal, o prompt é apenas a pergunta.
Já o contexto é o que, de fato, permite o entendimento.
O que é Context Engineering

Context Engineering não é uma técnica isolada.
É uma arquitetura de pensamento aplicada à IA.
Na prática, significa construir sistemas que operam levando em conta:
Elementos que formam o contexto
No contexto de uma conversa com IA, diversos elementos contribuem para que a resposta seja realmente útil e coerente.
Antes de tudo, há o histórico de conversas anteriores, que indica o que já foi discutido e evita repetições desnecessárias.
Além disso, existe a memória de longo prazo, responsável por preservar detalhes importantes que não estão limitados apenas à conversa atual.
Somam-se a isso os dados externos — como documentos, APIs ou bancos de dados — aos quais a IA pode ter acesso, ampliando significativamente a profundidade das respostas.
Da mesma forma, o perfil e a intenção do usuário exercem um papel fundamental, assim como o objetivo contínuo da interação, que vai muito além de responder a uma pergunta isolada, acompanhando um raciocínio ou até mesmo um projeto maior.
Sem todo esse contexto, a IA tende a responder de maneira genérica.
Por outro lado, quando o contexto é bem construído, ela passa a compreender de fato a situação e entrega respostas que fazem sentido dentro do fluxo da conversa.
Exemplos reais que já estão acontecendo
Isso não é teoria futurista. Está em produção agora.
Onde o Context Engineering já é usado
Isso não é um conceito distante ou experimental. O Context Engineering já está presente em assistentes que lembram preferências do usuário, em IAs conectadas a documentos internos e bases privadas, em agentes autônomos capazes de executar tarefas e tomar decisões, e até em ferramentas de conteúdo que aprendem e se adaptam ao estilo de quem cria.
Empresas que perceberam essa mudança pararam de perguntar “qual prompt usar?”
E passaram a fazer uma pergunta muito mais importante: “qual contexto essa IA precisa para pensar melhor?”
Por que isso muda tudo
À medida que avançamos do simples prompt para o contexto, a forma como usamos a inteligência artificial muda completamente.
Nesse cenário, não estamos apenas refinando respostas, mas, acima de tudo, redefinindo a relação entre humanos e máquinas.
Impactos diretos
No conteúdo, os textos deixam de ser genéricos e, gradualmente, passam a ser situacionais, ficando muito mais próximos da intenção real de quem lê.
Da mesma forma, no SEO e no Google Discovery, os motores de busca deixam de priorizar palavras-chave isoladas e passam, cada vez mais, a valorizar compreensão, contexto e intenção.
Já nos negócios, a IA deixa de ser apenas uma ferramenta pontual e começa, progressivamente, a ocupar o papel de uma verdadeira infraestrutura estratégica.
Enquanto isso, na produtividade, o ganho não vem da simples repetição, mas, sobretudo, da continuidade, da memória e da inteligência acumulada ao longo do tempo.
Em resumo, o futuro não pertence a quem escreve prompts perfeitos,
mas àqueles que constroem contextos inteligentes.
O que quase ninguém percebeu ainda
Enquanto muitos ainda discutem qual prompt é melhor ou qual template funciona, outros, por outro lado, já estão desenhando sistemas nos quais a IA aprende, lembra, se adapta e evolui continuamente com o uso.
É justamente aí que está a diferença fundamental entre apenas usar IA e, de fato, trabalhar com ela.
Um alerta para criadores e empresas
Se você cria sites, escreve artigos, desenvolve produtos digitais ou trabalha com automação e marketing, ignorar o Context Engineering é como insistir em SEO de 2010.
O jogo mudou.
E mudou silenciosamente.
A pergunta final
Não é se o Prompt Engineering morreu.
A pergunta real é outra:
Você ainda está tentando melhorar perguntas
ou já começou a construir contexto?


